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V Concurso de Roteiros Rucker Vieira

Por Rodrigo Almeida – com informações do edital

Vou começar no esqueminha lead mesmo: a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), através de sua produtora, a Massangana Multimídia Produções da Diretoria de Cultura, em parceria com a TV Brasil, lançará oficialmente durante o Cine-PE, entre 28 de abril e 04 de maio, a chamada para o V Concurso de Roteiros Rucker Vieira. Essa iniciativa irá premiar dois projetos para Documentário de Curta-Metragem Digital, ou seja, para realização de produtos audiovisuais cuja duração encontra-se estimada entre 15 e 26 minutos, sendo impressos e apresentados em formato Mini DV. O Concurso é de âmbito nacional (para pessoas físicas e jurídicas) e, nessa edição, aparece vinculado ao tema “Representação do Nordeste na Produção Artística Contemporânea“. Segundo o Edital, as propostas inscritas devem ser desenvolvidas “mostrando um ou vários exemplos de como artistas e/ou intelectuais brasileiros vêm apresentando o Nordeste em suas obras. O foco dessa representação do Nordeste, necessariamente, deve abordar visões diferenciadas da Região, que escapem dos estereótipos de Nordeste agropastoril e unicamente rural. Buscar-se-á, assim, estimular o mapeamento de visões múltiplas sobre a Região e discutir a emergência de novas “idéias de Nordeste”. Ufa.

Agora começando a intervir diretamente com algumas opiniões: acho Continuar lendo

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Por Rodrigo Almeida

Esse texto pode até soar inicialmente como uma mera cordialidade barata entre um pretenso jovem crítico e um documentarista brasileiro burguês, mas aviso de antemão, que pouco me importo com essas desconfianças primárias. Mesmo se fôssemos amigos (eu e o João Moreira Salles – o que não é o caso), procuraria não fazer diferença, sabendo dos riscos e falhas, entre falar bem, mal ou bem e mal simultaneamente. Além disso, o juízo de valor nesse molde maniqueísta teria pouca importância em uma crítica-crônica, que desde o princípio assumisse e destrinchasse alguns laços de amizade. Entre pontuar uma série de desgostos e não falar, prefiro ultimamente – e só ultimamente – não falar: nesses casos, acredito que o silêncio carrega a crueldade necessária. É uma pena que os críticos vinculados às ‘sérias’ empresas de comunicação não possuam essa mesma possibilidade de escolha, já que não decidem sobre quais obras irão se debruçar e sobre quais irão se omitir: apenas se dividem entre os lançamentos de uma lista pré-definida semana após semana. Alguns até se esforçam, mas nem sempre é fácil produzir meia dúzia de palavras anuais sobre a Xuxa sem cair pelo menos uma vez no chulo. Pensando assim, tenho que também admitir de antemão e com a maior cara lavada possível que é muito prazeroso falar sobre o que se quer, dentro dos moldes quaisquer, podendo seguir sem pudores percursos mil. Sei que essa liberdade tende a não durar para sempre, a universidade nos lembra disso diariamente, mas, por ora e aproveitando o momento, a crítica se desvincula do ranço da obrigação, se assentando Continuar lendo